Ontem foi dia de fazer um monte de ultrassons, um por cima, outros por baixo. O Gui não pôde comparecer, mas foi muito bem representado pela mãe e pelo Gabriel, que, no início, estava um pouco tenso com o fato da sala ser escura, mas que logo relaxou ao perceber que a escuridão não era tão profunda quanto na sua imaginação.
Iniciamos os exames com as transvaginais e só recebemos boas notícias. A medida do meu cólo de útero representa baixo risco para parto com prematuridade extrema, ou seja, período de gestação inferior a 33 semanas. Também, o doppler das artérias uterinas demonstrou que também tenho baixo risco de sofrer insuficiência placentária, o que acarretaria igualmente em parto prematuro. Assim sendo, tudo leva a crer que a casinha do Pedro vai se manter firme e forte até a sua hora de nascer.
Em seguida, passamos para a melhor parte, a ecografia morfológica do 2º trimestre, e pudemos dar mais uma espiadinha no Pedro. Esse exame é o mais demoradinho de toda a gravidez, porque mede uma porção de partezinhas dele e examina quase todos os órgãos. Na parte médica, passamos com louvor!
O Dr. Eduardo Becker tem olhos de lince super treinados para enxergarem naquela tela preta e cinza do monitor. Ele mede e calcular tudo com tanta facilidade e rapidez que a gente fica até meio tonta tentando decifrar o que ele está mostrando. Claro, apesar da sua agilidade, ele tem todo o cuidado de explicar e mostrar cada detalhe que está enxergando, contar os vinte dedinhos e até dizer umas gracinhas.
Ontem, ele confessou que o Pedro tem boca enorme. Novidade, né?! Da onde nasceria com boca pequena?! Ele até comentou que a boca é igualzinha a do Gabriel. Será?! A verdade é que o Pedro não nos deixou admirar muito o seu rostinho, porque resolveu colocar a mão na cara, depois o braço... Até chupar o dedão do pé o danado resolveu fazer!!! Mas eu achei ele narigudinho e com cara de tartaruga. Já o Gabriel, com a sutileza que lhe é peculiar, admitiu que achou ele com cara de monstro, principalmente quando visto de frente. Até que parece mesmo! É que o olho fica meio saltado. *rs*
Claro que mais uma vez pudemos observar o saco e o pinto do menino e, como é hábito nesse exame, já veio até escrito no laudo que se trata mesmo de um homem. A não ser que tenha o clitóris e os grandes lábis muito avantajados, né... Acho que chance zero!! Pedrão é Pedrão.
Enfim, está tudo mais do que ótimo conosco, o Pedro já pesa 510g de pura magreza (como todos os bebês dessa fase) e mede 26cm dos pés até a cabeça, pelo menos no cálculo que eles fazem, porque já não é possível mais medi-lo inteiro, já que está todo dobrado e encolhido lá dentro. Todos os órgãos parecem perfeitos, o coração bate direitinho e ritmado e, como eu já sabia, ele se mexe muito lá dentro. Ah!!! E está em posição cefálica, mas eu nem vou vibrar muito com isso, porque sei que ele ainda tem espaço para se virar e desvirar o quanto quiser, então só lá pelas trinta e poucas semanas para eu comemorar o fato dele estar de cabeça pra baixo.
Sem mais delongas, segue o vídeo!!!
terça-feira, novembro 29, 2011
quarta-feira, novembro 23, 2011
22 semanas - Consulta
Hoje completamos 22 semanas de gestação. Agora, os movimentos do Pedro são muito mais fortes e fáceis de sentir. Por sinal, ele está bem danadinho!!! Desde a hora que eu acordei, acho que não fiquei muito tempo sem sentir uma mexidinha.
Pela manhã, tive consulta de rotina. Tudo tranquilo, como sempre. A pressão tá ok, os batimentos cardíacos do Pedro estão firmes e fortes e o exame de toque também não apresentou qualquer alteração. Voltei pra casa liberada para sacolejar no casamento do Mano e da Paula e com requisição de ecografia obstétrica pra ser usada lá em janeiro, a 3D, e de cálcio, razão pela qual a Dra. acha que eu tenho sentido tantas câimbras durante a noite. Ela explicou que nessa fase está sendo formada a dentição do bebê e, para tal, ele suga toda a minha reserva de cálcio. Pra ele, não falta. Para mim... Câimbras!!!
E eu que já tava conformada em acordar de madrugada urrando de dor e pedindo pro Gui alongar minhas pernas, achando que faziam parte do pacote. E fazem! Mas não preciso sofrer com isso. Simples!
Ainda, meus exames de sangue estão dentro da normalidade, pelo menos a minha! É que meus leucócitos já começaram a subir alucinadamente. Nada diferente da outra gravidez... Por isso, não assusta a mim nem preocupa a Dra.
No mais, é contagem regressiva pro casamento, no sábado, e pra ecografia morfológica, na segunda. Deve vir mais um videozinho por aí!!!
Pela manhã, tive consulta de rotina. Tudo tranquilo, como sempre. A pressão tá ok, os batimentos cardíacos do Pedro estão firmes e fortes e o exame de toque também não apresentou qualquer alteração. Voltei pra casa liberada para sacolejar no casamento do Mano e da Paula e com requisição de ecografia obstétrica pra ser usada lá em janeiro, a 3D, e de cálcio, razão pela qual a Dra. acha que eu tenho sentido tantas câimbras durante a noite. Ela explicou que nessa fase está sendo formada a dentição do bebê e, para tal, ele suga toda a minha reserva de cálcio. Pra ele, não falta. Para mim... Câimbras!!!
E eu que já tava conformada em acordar de madrugada urrando de dor e pedindo pro Gui alongar minhas pernas, achando que faziam parte do pacote. E fazem! Mas não preciso sofrer com isso. Simples!
Ainda, meus exames de sangue estão dentro da normalidade, pelo menos a minha! É que meus leucócitos já começaram a subir alucinadamente. Nada diferente da outra gravidez... Por isso, não assusta a mim nem preocupa a Dra.
No mais, é contagem regressiva pro casamento, no sábado, e pra ecografia morfológica, na segunda. Deve vir mais um videozinho por aí!!!
segunda-feira, novembro 21, 2011
21 semanas e 4 dias - Alien
Hoje, pela primeira vez, já é possível ver bem a barriga se mexendo de um lado para o outro quando o Pedro se vira lá dentro. Acho o máximo essa coisa meio Alien. Adoroooooo!!! Passo um tempão deitada só curtindo.
terça-feira, novembro 15, 2011
Grávida bipolar
Pois é!! Mudei radicalmente de opinião quanto ao tempo que eu quero que dure essa gravidez, muito embora eu não seja doida de fazer nada quanto a isso a não ser esperar a natureza comandar a orquestra.
Todo mundo tá careca de me ouvir dizer que eu gosto tanto de estar grávida que eu queria que a minha gestação fosse como de elefante, gigantesca, ou, em termos humanos, que durasse todas as 41 semanas possíveis para que eu aproveitasse ao máximo a sensação maravilhosa que é ter esse pequeno ser se desenvolvendo dentro de mim e, também, me chutando e se mexendo todinho lá dentro de forma que só eu sou capaz de perceber e sentir. É um lance meio egoísta que só as mães sentem! Enquanto ele está lá dentro, enquanto compartilhamos os mesmos fluidos, enquanto somos ligados por um cordão, somos um só. Ninguém toca, ninguém mexe, ninguém se envolve e, principalmente, ninguém interfere no que eu penso que é bom para ele. Esse momento é mágico e é muito maior do que todo o desconforto que vem no pacote. Não tem comparação.
Mas parece que eu tenho priorizado coisas mais mundanas atualmente, pelo menos nos últimos dias e pelos próximos minutos, pois, como se percebe no nome que dá título ao tópico, eu (e todas as demais grávidas) ando um tanto quanto bipolar nas minhas verdades absolutas. Só não mudo nunca de opinião sobre partos normais e cesarianas, mas isso é assunto para outro post.
O Pedro está previsto para nascer no dia 28/03/2012, ou seja, o outono já terá chegado no calendário e o verão já estará nos deixando na vida real. Um clima perfeito para se ter bebês, eu diria! Agradável, mas não quente demais, num primeiro momento, o que evita os famosos choques térmicos de temperatura, tão prejudiciais aos recém-nascidos e às pessoas em geral; e fresquinho quando estivermos dispostos a nos aventurarmos nas nossas primeiras passeadas. Quando o inverno realmente aparecer, já estaremos totalmente adaptados à nossa nova vida com o Pedro, de forma que a transição ocorrerá tranquilamente. Perfeito, não?!
Para o Pedro, com certeza! Para mim, contudo, desesperador (como sou exagerada). O verão ainda nem começou oficialmente, mas os poucos dias de calorão que já tivemos serviram para dar uma provinha de como eu vou sofrer nessa estação. Se a temperatura é 30ºC no termômetro, para mim parece 47ºC. Eu sinto calor demais, transpiro demais, incho demais e tenho disposição de menos. E há que se levar em consideração que, quando ele realmente chegar, eu estarei ainda maior para todos os lados, então é preciso elevar tudo o que senti na enésima potência! Mas sabem que isso eu acho que tiro de letra! Os arcondicionados estão aí para trazerem conforto térmico, não é mesmo?! Também a piscina e o clima litorâneo.
Se eu não posso culpar o calor para querer uma gravidez mais rapidinha, então sobra pra quem?! Sinceramente falando, pra todas as besteiras que povoam a minha mente quando eu não tenho nada melhor para pensar. E a primeira delas, a que me fez começar a mudar de opinião, é o bebê que o Gabriel foi, ou melhor, a experiência que eu já tive.
É que, como todo mundo sabe, o Gabriel foi um bebê com tamanho G, que nasceu pesando 3,560Kg, mas que em meio ano já tinha alcançado os 10Kg na balança. Um bebezão, como as pessoas gostam de chamar. Muito lindo, por sinal! Mas eu já tive essa experiência, eu já tive o meu mega-bebê. Eu adorei, mas eu já sei como é. Agora, eu queria um pequenino, delicadinho, quase frágil. É difícil olhar para mim (e para toda a transformação que se dá no meu corpo) e me imaginar tendo um bebezinho, é verdade. E com tudo que eu tenho comido de salmão* eu só posso acreditar que um bebê tamanho P é quase impossível. Então o lance é adiantar o nascimento, oras bolas!! Se nas últimas semanas eles ganham muito peso, vamos fazer esse menino nascer um pouco antes! De parto normal, óbvio! Quando ele quiser, claro! Com a gravidez a termo, evidente! Mas, quem sabe, lá pelas 37 ou 38 semanas! :)
Além disso, outro dia, organizando as suas roupinhas, descobrimos que, só para variar, já exageramos no tamanho RN. A gente não aprende!!! Ou aprenderemos no terceiro. kkk Agora eu fico estressada com a possibilidade dele não aproveitar todas as roupinas lindas! Sim, eu penso nisso. Confesso. E qual a solução? Um bebê pequeno, ao menos nos primeiros dias!!!
Também não vou negar o que eu me dei conta ontem, de que, quanto mais durar a gestação, mais estragos o meu corpo vai sofrer. O final é cruel com todas as mulheres! Pensem no que o final pode fazer COMIGO. Socorro!!! É assustador! Umas semaninhas a menos, com certeza, uns quilos a menos pra perder no day after!
E pra completar a lista de abobrinhas, tem o pequeno detalhe que eu me lembrei sobre os últimos anos. Já faz tempo que março não é o melhor mês do verão, muito antes pelo contrário. Março tem se mostrado um mês chatinho e chuvoso. Ele já vem antecipando o outono no início, mudando o colorido e a temperatura diariamente. Os banhos de piscina têm se mostrado cada vez mais raros no mês de março! Enfim, mesmo com todas as minhas desculpas egoístas, para o Pedro, não vai fazer tanta diferença assim nascer de 38 ou 41 semanas. Por isso, com licença, consciência limpa quanto aos meus pensamentos egoístas!
Mas tudo isso que eu escrevi não passa de um monte de divagações inúteis de quem não tem muito o que fazer nesse dia chatinho de feriado. Até prova em contrário, quem decide quando nascer é o Pedro e eu jamais interferiria no que a natureza, sábia, determina.
Tenho pena do monte de mulheres grávidas que pensam exatamente como eu e que acham que isso tudo é motivo para elas decidirem a hora de serem mães. A gente controla muita coisa nessa vida, mas isso não cabe a nós. Cesárea eletiva, com licença, vou ali dar uma vomitadinha e já volto. Argh! Esse nome não me desce.
E ninguém venha me dizer que faz cesárea porque tem medo da dor do parto normal, porque há décadas já se usa anestesia para o parto, mas até hoje não inventaram um remédio que realmente consiga tirar a dor de um pós-cirúrgico. Se um parto normal, que nem médico necessita, assusta pelo que pode ocorrer de errado, imagina um anormal, também chamado de parto cesáreo, numa sala muito mais hospitalar, com tantos outros médicos na equipe, onde, com mãos atadas e mesmo acordada, porque ninguém seria imbecil a ponto de pedir para dormir enquanto acontece o momento mais feliz da sua vida, cortam a barriga e se sente cheiro de carne humana queimada (a sua própria). E sabe-se lá como está o bebê lá dentro, se pronto para nascer, se ainda faltando alguns "detalhes" indispensáveis, afinal, nesses partos nunca se espera pelos sinais indicativos de que está na hora - o início do trabalho de parto. É tão esdrúxulo esse tipo de parto que sequer a mãe está preparada para o filho e, muitas vezes, o pobre bebê precisa esperar uns dias para que o corpo da sua mãe produza seu alimento, enquanto que os hormônios responsáveis pelo trabalho de parto no qual passa a mulher que opta pelo parto normal também atuam na produção do leite materno e, minutos após ocorrer o milagre da vida, se desejar, o bebê já pode mamar.
Então, por mais que eu queira ou deixe de querer algo, podem ter certeza, nessa barriga quem manda é o Pedro. Cesárea, só em ultíssimo caso. Porque em todos os outros, podem ter certeza, eu e o Pedro estaremos preparados para atuar em equipe e passar, como o próprio nome diz, por um trabalho árduo, que realmente não é fácil nem prazeroso, mas necessário. E tenho dito!!!
*O salmão é rico em ômega 3, a principal fonte para aumento de peso do feto.
Todo mundo tá careca de me ouvir dizer que eu gosto tanto de estar grávida que eu queria que a minha gestação fosse como de elefante, gigantesca, ou, em termos humanos, que durasse todas as 41 semanas possíveis para que eu aproveitasse ao máximo a sensação maravilhosa que é ter esse pequeno ser se desenvolvendo dentro de mim e, também, me chutando e se mexendo todinho lá dentro de forma que só eu sou capaz de perceber e sentir. É um lance meio egoísta que só as mães sentem! Enquanto ele está lá dentro, enquanto compartilhamos os mesmos fluidos, enquanto somos ligados por um cordão, somos um só. Ninguém toca, ninguém mexe, ninguém se envolve e, principalmente, ninguém interfere no que eu penso que é bom para ele. Esse momento é mágico e é muito maior do que todo o desconforto que vem no pacote. Não tem comparação.
Mas parece que eu tenho priorizado coisas mais mundanas atualmente, pelo menos nos últimos dias e pelos próximos minutos, pois, como se percebe no nome que dá título ao tópico, eu (e todas as demais grávidas) ando um tanto quanto bipolar nas minhas verdades absolutas. Só não mudo nunca de opinião sobre partos normais e cesarianas, mas isso é assunto para outro post.
O Pedro está previsto para nascer no dia 28/03/2012, ou seja, o outono já terá chegado no calendário e o verão já estará nos deixando na vida real. Um clima perfeito para se ter bebês, eu diria! Agradável, mas não quente demais, num primeiro momento, o que evita os famosos choques térmicos de temperatura, tão prejudiciais aos recém-nascidos e às pessoas em geral; e fresquinho quando estivermos dispostos a nos aventurarmos nas nossas primeiras passeadas. Quando o inverno realmente aparecer, já estaremos totalmente adaptados à nossa nova vida com o Pedro, de forma que a transição ocorrerá tranquilamente. Perfeito, não?!
Para o Pedro, com certeza! Para mim, contudo, desesperador (como sou exagerada). O verão ainda nem começou oficialmente, mas os poucos dias de calorão que já tivemos serviram para dar uma provinha de como eu vou sofrer nessa estação. Se a temperatura é 30ºC no termômetro, para mim parece 47ºC. Eu sinto calor demais, transpiro demais, incho demais e tenho disposição de menos. E há que se levar em consideração que, quando ele realmente chegar, eu estarei ainda maior para todos os lados, então é preciso elevar tudo o que senti na enésima potência! Mas sabem que isso eu acho que tiro de letra! Os arcondicionados estão aí para trazerem conforto térmico, não é mesmo?! Também a piscina e o clima litorâneo.
Se eu não posso culpar o calor para querer uma gravidez mais rapidinha, então sobra pra quem?! Sinceramente falando, pra todas as besteiras que povoam a minha mente quando eu não tenho nada melhor para pensar. E a primeira delas, a que me fez começar a mudar de opinião, é o bebê que o Gabriel foi, ou melhor, a experiência que eu já tive.
É que, como todo mundo sabe, o Gabriel foi um bebê com tamanho G, que nasceu pesando 3,560Kg, mas que em meio ano já tinha alcançado os 10Kg na balança. Um bebezão, como as pessoas gostam de chamar. Muito lindo, por sinal! Mas eu já tive essa experiência, eu já tive o meu mega-bebê. Eu adorei, mas eu já sei como é. Agora, eu queria um pequenino, delicadinho, quase frágil. É difícil olhar para mim (e para toda a transformação que se dá no meu corpo) e me imaginar tendo um bebezinho, é verdade. E com tudo que eu tenho comido de salmão* eu só posso acreditar que um bebê tamanho P é quase impossível. Então o lance é adiantar o nascimento, oras bolas!! Se nas últimas semanas eles ganham muito peso, vamos fazer esse menino nascer um pouco antes! De parto normal, óbvio! Quando ele quiser, claro! Com a gravidez a termo, evidente! Mas, quem sabe, lá pelas 37 ou 38 semanas! :)
Além disso, outro dia, organizando as suas roupinhas, descobrimos que, só para variar, já exageramos no tamanho RN. A gente não aprende!!! Ou aprenderemos no terceiro. kkk Agora eu fico estressada com a possibilidade dele não aproveitar todas as roupinas lindas! Sim, eu penso nisso. Confesso. E qual a solução? Um bebê pequeno, ao menos nos primeiros dias!!!
Também não vou negar o que eu me dei conta ontem, de que, quanto mais durar a gestação, mais estragos o meu corpo vai sofrer. O final é cruel com todas as mulheres! Pensem no que o final pode fazer COMIGO. Socorro!!! É assustador! Umas semaninhas a menos, com certeza, uns quilos a menos pra perder no day after!
E pra completar a lista de abobrinhas, tem o pequeno detalhe que eu me lembrei sobre os últimos anos. Já faz tempo que março não é o melhor mês do verão, muito antes pelo contrário. Março tem se mostrado um mês chatinho e chuvoso. Ele já vem antecipando o outono no início, mudando o colorido e a temperatura diariamente. Os banhos de piscina têm se mostrado cada vez mais raros no mês de março! Enfim, mesmo com todas as minhas desculpas egoístas, para o Pedro, não vai fazer tanta diferença assim nascer de 38 ou 41 semanas. Por isso, com licença, consciência limpa quanto aos meus pensamentos egoístas!
Mas tudo isso que eu escrevi não passa de um monte de divagações inúteis de quem não tem muito o que fazer nesse dia chatinho de feriado. Até prova em contrário, quem decide quando nascer é o Pedro e eu jamais interferiria no que a natureza, sábia, determina.
Tenho pena do monte de mulheres grávidas que pensam exatamente como eu e que acham que isso tudo é motivo para elas decidirem a hora de serem mães. A gente controla muita coisa nessa vida, mas isso não cabe a nós. Cesárea eletiva, com licença, vou ali dar uma vomitadinha e já volto. Argh! Esse nome não me desce.
E ninguém venha me dizer que faz cesárea porque tem medo da dor do parto normal, porque há décadas já se usa anestesia para o parto, mas até hoje não inventaram um remédio que realmente consiga tirar a dor de um pós-cirúrgico. Se um parto normal, que nem médico necessita, assusta pelo que pode ocorrer de errado, imagina um anormal, também chamado de parto cesáreo, numa sala muito mais hospitalar, com tantos outros médicos na equipe, onde, com mãos atadas e mesmo acordada, porque ninguém seria imbecil a ponto de pedir para dormir enquanto acontece o momento mais feliz da sua vida, cortam a barriga e se sente cheiro de carne humana queimada (a sua própria). E sabe-se lá como está o bebê lá dentro, se pronto para nascer, se ainda faltando alguns "detalhes" indispensáveis, afinal, nesses partos nunca se espera pelos sinais indicativos de que está na hora - o início do trabalho de parto. É tão esdrúxulo esse tipo de parto que sequer a mãe está preparada para o filho e, muitas vezes, o pobre bebê precisa esperar uns dias para que o corpo da sua mãe produza seu alimento, enquanto que os hormônios responsáveis pelo trabalho de parto no qual passa a mulher que opta pelo parto normal também atuam na produção do leite materno e, minutos após ocorrer o milagre da vida, se desejar, o bebê já pode mamar.
Então, por mais que eu queira ou deixe de querer algo, podem ter certeza, nessa barriga quem manda é o Pedro. Cesárea, só em ultíssimo caso. Porque em todos os outros, podem ter certeza, eu e o Pedro estaremos preparados para atuar em equipe e passar, como o próprio nome diz, por um trabalho árduo, que realmente não é fácil nem prazeroso, mas necessário. E tenho dito!!!
*O salmão é rico em ômega 3, a principal fonte para aumento de peso do feto.
Tem um sino dentro da minha cabeça
A novidade da semana é as dores de cabeça, velhas conhecidas minhas, diga-se de passagem, mas que tinham dado uma trégua durante toda a primeira metade da gravidez, desde que eu me liberei da TPM a cada quatro semanas.
Nas primeiras vezes, eu me preocupei um tantinho com elas, porque não tive nenhuma na gravidez do Gabriel, pelo menos não que eu me lembre, mas medi a minha pressão no auge da crise e continuava super baixa como de costume. Então, pela semelhança com as que sinto na época da TPM, uma dor mais localizada na testa e na região dos olhos, que chega com vontade, feito uma campanhia, concluí que deve ser culpa dos "queridos" hormônios.
De qualquer forma, tenho consulta agendada para essa semana, então já anotei na listinha básica de tópicos a comentar com a Dra. E vamoquevamo!
Nas primeiras vezes, eu me preocupei um tantinho com elas, porque não tive nenhuma na gravidez do Gabriel, pelo menos não que eu me lembre, mas medi a minha pressão no auge da crise e continuava super baixa como de costume. Então, pela semelhança com as que sinto na época da TPM, uma dor mais localizada na testa e na região dos olhos, que chega com vontade, feito uma campanhia, concluí que deve ser culpa dos "queridos" hormônios.
De qualquer forma, tenho consulta agendada para essa semana, então já anotei na listinha básica de tópicos a comentar com a Dra. E vamoquevamo!
sexta-feira, novembro 11, 2011
20 semanas e 2 dias - Descobertas do Gabriel
Hoje o Gabriel descobriu que, apesar de ser na barriga da mãe que o bebê se forma, a transformação se dá em absolutamente todo o corpo da mãe, principalmente dessa que vos fala. *rs*
Era de manhã e eu estava me vestindo enquanto o Gabriel tomava café da manhã (na minha cama) e assistia um desenho. Daqui a pouco, de costas para ele, ouvindo o que ele dizia, pude imaginar a cara de chocado que fazia:
- Mãããããe! Tu tá com um bundããããão! Bah, mãããããe! A tua bunda tá gordona!!!
E o pior de tudo é que é verdade! hahahaha
Era de manhã e eu estava me vestindo enquanto o Gabriel tomava café da manhã (na minha cama) e assistia um desenho. Daqui a pouco, de costas para ele, ouvindo o que ele dizia, pude imaginar a cara de chocado que fazia:
- Mãããããe! Tu tá com um bundããããão! Bah, mãããããe! A tua bunda tá gordona!!!
E o pior de tudo é que é verdade! hahahaha
20 semanas - No meio do caminho
Na última quarta-feira, completamos as famosas 20 semanas, um marco para qualquer grávida, pois é exatamente a metade de todo o período gestacional ao menos para quem deixa a natureza comandar todo o procedimento e não agenda data antecipadamente para o bebê nascer. Meu caso. E, cada vez mais, nesse País, um raro caso. Podem acreditar!!!
Hoje em dia, os dados são alarmantes! Enquanto nos Estados Unidos eles se preocupam com a quantidade de pessoas que pedem anestesia no parto normal (aproximadamente 90% dos partos normais), aqui no Brasil os médicos cada vez mais estimulam que os bebês de suas pacientes nasçam de cesariana, não interessando saúde, posição ou tamanho do bebê. Dessa forma, as cesáreas representam, atualmente, mais de 80% dos partos nacionais e, no hospital que o Gabriel vai nascer, 90%. Triste. Muito triste!!! Principalmente pros pequeninos, que acabam sendo despejados no mundo antes do que deveriam, muitas vezes, ainda nem completamente formados. É uma SACANAGEM.
Mas vamos falar de coisas boas!
Com 20 semanas, o bebê já pesa aproximadamente 300g e mede algo em torno de 18cm de comprimento cabeça-nádegas. Ele já está muito ativo e seus movimentos são mais facilmente sentidos. Ele já escuta alguns sons, como a batida do meu coração e o meu estômago trabalhando. Daqui a umas semanas, vai, inclusive, escutar os barulhos daqui de fora e conhecer a voz do Gabriel pela primeira vez. O seu sistema digestivo ainda está em desenvolvimento, mas já funciona de maneira rudimentar. Ele engole o líquido amniótico, o seu organismo absorve a água e manda as substâncias sólidas para o intestino grosso.
Comigo, por outro lado, grandes transformações também acontecem. A minha barriga salta de tamanho a cada dia e, como na gravidez do Gabriel, já dá pra se notar bem que ele vai ter a forma "esparramada", ou seja, nada de carocinho lá no pé da barriga por aqui. Meu corpo alargou tanto, mas TANTO, que sobra espaço gigantesco pra todos os lados para a barriga crescer. As malditas celulites já tomam conta das minhas pernas até os joelhos, o que era de se esperar tendo em vista o quanto elas engrossaram desde as primeiras semanas. E o bumbum faz a Carla Perez parecer reta.
Nessa semana, pra completar o kit carga alta de hormônios percorrendo todo o meu corpo, começaram a surgir as famosas manchas no rosto. Ainda bem que estou super bronzeada, então, enquanto o verão durar, elas ficarão um pouco disfarçadas.
Eu não vou negar que essa metamorfose não é muito bem recebida por aqui. É desagradável perceber essas mudanças no espelho, principalmente quando a gente não faz por merecer e não se atira nos doces e porcarias. Mas fazem parte! Não é a primeira vez que eu passo por isso e já sabia como seria. Só espero conseguir reverter da mesma forma que reverti da primeira vez.
E o jeito é se olhar menos no espelho pelos próximos meses!!! Vou curtir mais a transformação que ocorre dentro de mim e menos a que se dá por fora!!!
Hoje em dia, os dados são alarmantes! Enquanto nos Estados Unidos eles se preocupam com a quantidade de pessoas que pedem anestesia no parto normal (aproximadamente 90% dos partos normais), aqui no Brasil os médicos cada vez mais estimulam que os bebês de suas pacientes nasçam de cesariana, não interessando saúde, posição ou tamanho do bebê. Dessa forma, as cesáreas representam, atualmente, mais de 80% dos partos nacionais e, no hospital que o Gabriel vai nascer, 90%. Triste. Muito triste!!! Principalmente pros pequeninos, que acabam sendo despejados no mundo antes do que deveriam, muitas vezes, ainda nem completamente formados. É uma SACANAGEM.
Mas vamos falar de coisas boas!
Com 20 semanas, o bebê já pesa aproximadamente 300g e mede algo em torno de 18cm de comprimento cabeça-nádegas. Ele já está muito ativo e seus movimentos são mais facilmente sentidos. Ele já escuta alguns sons, como a batida do meu coração e o meu estômago trabalhando. Daqui a umas semanas, vai, inclusive, escutar os barulhos daqui de fora e conhecer a voz do Gabriel pela primeira vez. O seu sistema digestivo ainda está em desenvolvimento, mas já funciona de maneira rudimentar. Ele engole o líquido amniótico, o seu organismo absorve a água e manda as substâncias sólidas para o intestino grosso.
Comigo, por outro lado, grandes transformações também acontecem. A minha barriga salta de tamanho a cada dia e, como na gravidez do Gabriel, já dá pra se notar bem que ele vai ter a forma "esparramada", ou seja, nada de carocinho lá no pé da barriga por aqui. Meu corpo alargou tanto, mas TANTO, que sobra espaço gigantesco pra todos os lados para a barriga crescer. As malditas celulites já tomam conta das minhas pernas até os joelhos, o que era de se esperar tendo em vista o quanto elas engrossaram desde as primeiras semanas. E o bumbum faz a Carla Perez parecer reta.
Nessa semana, pra completar o kit carga alta de hormônios percorrendo todo o meu corpo, começaram a surgir as famosas manchas no rosto. Ainda bem que estou super bronzeada, então, enquanto o verão durar, elas ficarão um pouco disfarçadas.
Eu não vou negar que essa metamorfose não é muito bem recebida por aqui. É desagradável perceber essas mudanças no espelho, principalmente quando a gente não faz por merecer e não se atira nos doces e porcarias. Mas fazem parte! Não é a primeira vez que eu passo por isso e já sabia como seria. Só espero conseguir reverter da mesma forma que reverti da primeira vez.
E o jeito é se olhar menos no espelho pelos próximos meses!!! Vou curtir mais a transformação que ocorre dentro de mim e menos a que se dá por fora!!!
sábado, outubro 29, 2011
18 semanas e 3 dias - Hello, Dad!
Hoje pela manhã, ainda deitada, senti o Pedro mexendo forte lá dentro da barriga. O Gui mal tinha acordado, estava de olhos fechados, curtindo aquela preguicinha básica de sábado. Peguei a sua mão e coloquei na minha barriga, na esperança que a Lei de Murphy não se cumprisse e que aquela super mexida não fosse o Pedro se ajeitando para dormir no quentinho da barriga.
Foi um dia de sorte, pode-se dizer. Ele mexeu de novo!! Em seguida, fiz a fatídica pergunta "sentiu?" sem saber sequer se o Gui estaria realmente acordado e teria me ouvido. Senti, ele me respondeu.
Hoje foi, portanto, o primeiro dia que alguém percebeu o Pedro além de mim. E foi o pai dele. Perfeito!
Foi um dia de sorte, pode-se dizer. Ele mexeu de novo!! Em seguida, fiz a fatídica pergunta "sentiu?" sem saber sequer se o Gui estaria realmente acordado e teria me ouvido. Senti, ele me respondeu.
Hoje foi, portanto, o primeiro dia que alguém percebeu o Pedro além de mim. E foi o pai dele. Perfeito!
quarta-feira, outubro 26, 2011
17 semanas - Ecografia obstétrica pra dar um "oizinho"
Cada dia que passa, sinto mais forte as mexidinhas do Pedro, a ponto de já perceber mesmo em pé e quando não estou pensando exatamente nisso. Claro que, por enquanto, é impossível sentir o chute propriamente dito, mas dá pra perceber bem quando ele se vira. E constatei que realmente é ele que sinto nessa semana, quando fui fazer um ultrassom que, por não ser daqueles recomendados pela médica, eu falo que é somente para dar um oizinho, afinal, não dá pra ficar mais de um mês sem dar uma espiadinha lá dentro da barriga!
Estava eu na sala escura, deitada, com aquela gosma gelada na barriga, quando a Dra. congelou a imagem para medir o polo cefálico do menino. Nesse instante, eu senti e comentei que ele havia virado. Quando ela voltou a imagem pro tempo real, lá estava ele, totalmente de cabeça pra baixo. Ufa!!! Eu ainda sei distinguir gases do meu próprio filho!!! Alívio!!!
O momento doçura desse exame foi, sem dúvida, o pezinho do Pedro. O menininho ficou um tempão de perninhas cruzadas nos mostrando aquele pezinho perfeito. Muito, muito fofo!! Pena a qualidade da imagem não ser tão boa quanto a do exame anterior, mas paciência! Ainda assim, foi possível confirmar o 100% de certeza que o Dr. havia nos passado. É mesmo o Pedro que está aqui dentro, ele e o seu big sacão que, como todo o homem, não tem o menor pudor de abrir as pernas e escancarar.
Estava eu na sala escura, deitada, com aquela gosma gelada na barriga, quando a Dra. congelou a imagem para medir o polo cefálico do menino. Nesse instante, eu senti e comentei que ele havia virado. Quando ela voltou a imagem pro tempo real, lá estava ele, totalmente de cabeça pra baixo. Ufa!!! Eu ainda sei distinguir gases do meu próprio filho!!! Alívio!!!
O momento doçura desse exame foi, sem dúvida, o pezinho do Pedro. O menininho ficou um tempão de perninhas cruzadas nos mostrando aquele pezinho perfeito. Muito, muito fofo!! Pena a qualidade da imagem não ser tão boa quanto a do exame anterior, mas paciência! Ainda assim, foi possível confirmar o 100% de certeza que o Dr. havia nos passado. É mesmo o Pedro que está aqui dentro, ele e o seu big sacão que, como todo o homem, não tem o menor pudor de abrir as pernas e escancarar.
16 semanas - Tem um ser que se mexe dentro de mim
Nessa semana eu comecei a sentir um algo mais dentro da minha barriga que não aquelas fatídicas bolhas de gases. Essas se fazem presentes desde o início da gestação, não tem jeito, mas tem motivo! É que a digestão fica mais lenta nessa fase para que o corpo possa absorver muito bem todos os nutrientes dos alimentos, afinal, não comemos por dois, mas quase isso.
Com certeza é o Pedro se mexendo lá dentro, mas ainda é tudo muito sutil. Só percebo quando estou deitada e concentrada. E não tem a menor chance de outra pessoa conseguir sentir. Mas certamente é ele! Eu sei diferenciar bem!!!
Nos últimos dias, já tenho acordado com aquele carocinho torto na barriga, principalmente quando estou com muita vontade fazer xixi. Adoro saber que exatamente naquele pedaço do meu corpo se desenvolve o nosso bebezinho. Acho lindo!!! Eu andei comentando com a mãe, que fez pouco caso, pois, como eu descobria a gravidez muito no início, ela e as demais pessoas tendem a achar que eu ainda estou lá no comecinho, e nem se dão conta que já se vai quase metade do segundo trimestre. Por isso, dia desses, decidi fotografar pra comprovar. Aí sim parece que caiu a ficha do povo!!!
Com certeza é o Pedro se mexendo lá dentro, mas ainda é tudo muito sutil. Só percebo quando estou deitada e concentrada. E não tem a menor chance de outra pessoa conseguir sentir. Mas certamente é ele! Eu sei diferenciar bem!!!
Nos últimos dias, já tenho acordado com aquele carocinho torto na barriga, principalmente quando estou com muita vontade fazer xixi. Adoro saber que exatamente naquele pedaço do meu corpo se desenvolve o nosso bebezinho. Acho lindo!!! Eu andei comentando com a mãe, que fez pouco caso, pois, como eu descobria a gravidez muito no início, ela e as demais pessoas tendem a achar que eu ainda estou lá no comecinho, e nem se dão conta que já se vai quase metade do segundo trimestre. Por isso, dia desses, decidi fotografar pra comprovar. Aí sim parece que caiu a ficha do povo!!!
Meu filho vai ter nome de santo...
Eu, como toda a grávida, gosto de fazer listinhas de nomes de bebês, tanto para meninos, quanto para meninas. E o Gui, como quase todo o marido de grávida, muito pouco palpita. Ele não é lá muito empolgado com essa coisa de escolha de nomes, aliás, ele não é lá muito empolgado com quase nada da gravidez. Talvez só com o fato dos peitos crescerem bastante nessa época, diga-se de passagem. Mas é o jeito dele! Eu sei que lá no fundo ele se sente orgulhoso e feliz por ser pai de novo e sei, também, com provas e fatos concretos, que ele é um baita paizão. E eu praticamente me empolgo por nós dois!!!
Enfim, a nossa lista, dessa vez, não crescia muito. A de menina até que estava gordinha com essas opções:
* Carolina
* Júlia
* Alice
* Ana Júlia
Já a de menino era curtinha, curtinha, com apenas um nome - Felipe, que, para mim, era o único nome masculino que restava que eu sentia aquela empatia ao pronunciar. Tinham vários outros que eu achava bonitinhos e fofinhos, mas era somente Felipe que eu sentia que poderia chamar de filho.
No domingo anterior ao exame de ultrassom das 12 semanas, o Gabriel, ao acordar, antes mesmo de dar bom-dia, me contou que havia tido um sonho lindo e passou a me narrar nos mínimos detalhes o que se lembrava. Se passava lá no Clube e ele era muito amigo de uma menina chamada Alice. Eles nunca brigavam e eram muito amigos. E ele acordou apaixonado por essa menina! Ele perguntava se os sonhos bons aconteciam, porque ele queria conhecer ela.
Com essa historinha fofa demais, ele poupou nosso trabalho. A partir desse momento, o nome de menina estava decidido. Seria Alice! Lindo, delicado, escolhido pelo irmão e já com história para contar. Não faltava nenhum requisito.
Por causa disso, quando contamos para o Gabriel, depois do exame, que ele teria um irmãozinho, e não a Alice, foram segundos de tristezinha para ele, mas que não durou muito. Apenas o tempo de explicar que um irmão gostaria dos mesmos jogos que ele no vídeo-game, enquanto que uma irmã iria gastar o tempo dela fazendo jogos da Barbie. Problema resolvido! Ter um irmão era uma boa ideia, mas que depois tentássemos fazer uma menininha, ele deixou bem claro!
Mas o que interessa aqui é saber o nome do menino, então vamos aos fatos!!! O Gui tinha vetado a minha única opção, Felipe, sem justificar o motivo, então, por uns dias, eu ainda insisti que ele deixasse que o nosso bebê, caso fosse menino, se chamasse assim, até que num momento, no carro, ele resolveu contar que esse nome não trazia boas recordações para ele por uns problemas de infância que teve com um menino chamado assim. Ok, motivo mais do que justificado. Nome vetado!
E qual seria a segunda opção? Ela simplesmente não existia!!! Resolvi, então, que a decisão se basearia no lado afetivo. Se o mais bonito não poderia justamente por trazer más recordações, então que fosse algum outro também belo, mas que nos trouxesse boas lembranças. E que lembranças melhores eu poderia ter de um homem que não fosse o meu pai?! Talvez o meu Bisavô, mas Celestino estava fora de cogitação!!! E Pedro... Pedro é lindo! E Pedro é o meu pai, exemplo de homem para a gente. Pedro é forte, Pedro é pedra, uma rocha.
Sugeri, o Gui aceitou e nome escolhido. Quando o Dr. falou que era um menino, não tínhamos mais dúvidas, era o Pedro que estava a caminho. Ah, mas ainda faltava uma historinha... Aquela da Alice era tão fofa!!!
Foi quando ainda estávamos no carro, indo pra casa, que o celular tocou. Era a mãe, com a história que faltava! Dá pra acreditar?!
O fato é que, quando o Gabriel era bebê, naquela fase que eles dão gargalhadas deliciosas, descobrimos que ele tinha adoração por esse nome - Pedro. A gente testava com vários outros, mas não adiantava, era só com Pedro que ele se rasgava rindo. Tem até um vídeo coisa mais linda desse mundo disso, da Isa falando Pedro para ele, e ele retribuindo com a gargalhada mais gostosa que existe.
Será que ele já sabia que um dia o Pedro seria o seu melhor amigo?! Mistééééério!!!
Enfim, a nossa lista, dessa vez, não crescia muito. A de menina até que estava gordinha com essas opções:
* Carolina
* Júlia
* Alice
* Ana Júlia
Já a de menino era curtinha, curtinha, com apenas um nome - Felipe, que, para mim, era o único nome masculino que restava que eu sentia aquela empatia ao pronunciar. Tinham vários outros que eu achava bonitinhos e fofinhos, mas era somente Felipe que eu sentia que poderia chamar de filho.
No domingo anterior ao exame de ultrassom das 12 semanas, o Gabriel, ao acordar, antes mesmo de dar bom-dia, me contou que havia tido um sonho lindo e passou a me narrar nos mínimos detalhes o que se lembrava. Se passava lá no Clube e ele era muito amigo de uma menina chamada Alice. Eles nunca brigavam e eram muito amigos. E ele acordou apaixonado por essa menina! Ele perguntava se os sonhos bons aconteciam, porque ele queria conhecer ela.
Com essa historinha fofa demais, ele poupou nosso trabalho. A partir desse momento, o nome de menina estava decidido. Seria Alice! Lindo, delicado, escolhido pelo irmão e já com história para contar. Não faltava nenhum requisito.
Por causa disso, quando contamos para o Gabriel, depois do exame, que ele teria um irmãozinho, e não a Alice, foram segundos de tristezinha para ele, mas que não durou muito. Apenas o tempo de explicar que um irmão gostaria dos mesmos jogos que ele no vídeo-game, enquanto que uma irmã iria gastar o tempo dela fazendo jogos da Barbie. Problema resolvido! Ter um irmão era uma boa ideia, mas que depois tentássemos fazer uma menininha, ele deixou bem claro!
Mas o que interessa aqui é saber o nome do menino, então vamos aos fatos!!! O Gui tinha vetado a minha única opção, Felipe, sem justificar o motivo, então, por uns dias, eu ainda insisti que ele deixasse que o nosso bebê, caso fosse menino, se chamasse assim, até que num momento, no carro, ele resolveu contar que esse nome não trazia boas recordações para ele por uns problemas de infância que teve com um menino chamado assim. Ok, motivo mais do que justificado. Nome vetado!
E qual seria a segunda opção? Ela simplesmente não existia!!! Resolvi, então, que a decisão se basearia no lado afetivo. Se o mais bonito não poderia justamente por trazer más recordações, então que fosse algum outro também belo, mas que nos trouxesse boas lembranças. E que lembranças melhores eu poderia ter de um homem que não fosse o meu pai?! Talvez o meu Bisavô, mas Celestino estava fora de cogitação!!! E Pedro... Pedro é lindo! E Pedro é o meu pai, exemplo de homem para a gente. Pedro é forte, Pedro é pedra, uma rocha.
Sugeri, o Gui aceitou e nome escolhido. Quando o Dr. falou que era um menino, não tínhamos mais dúvidas, era o Pedro que estava a caminho. Ah, mas ainda faltava uma historinha... Aquela da Alice era tão fofa!!!
Foi quando ainda estávamos no carro, indo pra casa, que o celular tocou. Era a mãe, com a história que faltava! Dá pra acreditar?!
O fato é que, quando o Gabriel era bebê, naquela fase que eles dão gargalhadas deliciosas, descobrimos que ele tinha adoração por esse nome - Pedro. A gente testava com vários outros, mas não adiantava, era só com Pedro que ele se rasgava rindo. Tem até um vídeo coisa mais linda desse mundo disso, da Isa falando Pedro para ele, e ele retribuindo com a gargalhada mais gostosa que existe.
Será que ele já sabia que um dia o Pedro seria o seu melhor amigo?! Mistééééério!!!
12 semanas - Rastreamento múltiplo - É meninooooo!!!
As 12 semanas de gravidez são super esperadas para toda a gestante, porque é quando o beta-HCG começa a reduzir e, consigo, leva embora os sintomas desagradáveis do início da gestação, mas principalmente porque é o momento de fazer um dos exames mais emocionantes que existem, para mim, não tanto pela sua importância médica, mas por ser a primeira vez que a gente realmente enxerga um bebezinho ali dentro, com cabeça, corpo e membros, que já se mexe e vive ali. É lindo!!!
Eu, conhecendo a experiência e a fama do médico que realizaria o meu exame, resolvi agendar mais pro final dessa semana, na esperança que ele conseguisse dar um palpite quanto ao sexo do, até então, gotinha d'água. Decisão acertada essa minha!
As coisas são mesmo esquisitas, sabem?! Desde o início do exame, o Dr. comentou que só tinha boas notícias, e várias delas, mas eu estava tão encantada com as imagens que via, que nem atinava que ele já sabia se aquele bebezinho era menino ou menina!!! Foi só no finalzinho, quando o exame já estava praticamente finalizado, que partiu dele nos perguntar se gostaríamos de saber o sexo. Queríamos, óbvio!!! Como poderíamos não querer?!
Então, ele voltou lá nos países baixos da Gotinha, que continuava de perninhas abertas. Congelou a imagem e fez um suspense básico. Eu, metida a entendida, comentei que estava achando o tracinho mais horizontal (sinal de ser menina), mas, na mesma hora, ele disse que não era nada! Tratava-se de um meninão!!! E não tinha nada de palpite nisso. Ele já estava enxergando o saco do meu filho. Era 100% de certeza.
Uau!! Mais um menino! Eu sei cuidar de meninos, isso eu tenho certeza!!! Vamoquevamo!!!
Faltava só escolher o nome, afinal, tínhamos decidido apenas o de menina. Mas isso é assunto pra outro post. Melhor finalizar esse colocando o lindo vídeo do ultrassom. Eu choro sempre que vejo. É muita emoção ver o nosso filho!!!
Eu, conhecendo a experiência e a fama do médico que realizaria o meu exame, resolvi agendar mais pro final dessa semana, na esperança que ele conseguisse dar um palpite quanto ao sexo do, até então, gotinha d'água. Decisão acertada essa minha!
As coisas são mesmo esquisitas, sabem?! Desde o início do exame, o Dr. comentou que só tinha boas notícias, e várias delas, mas eu estava tão encantada com as imagens que via, que nem atinava que ele já sabia se aquele bebezinho era menino ou menina!!! Foi só no finalzinho, quando o exame já estava praticamente finalizado, que partiu dele nos perguntar se gostaríamos de saber o sexo. Queríamos, óbvio!!! Como poderíamos não querer?!
Então, ele voltou lá nos países baixos da Gotinha, que continuava de perninhas abertas. Congelou a imagem e fez um suspense básico. Eu, metida a entendida, comentei que estava achando o tracinho mais horizontal (sinal de ser menina), mas, na mesma hora, ele disse que não era nada! Tratava-se de um meninão!!! E não tinha nada de palpite nisso. Ele já estava enxergando o saco do meu filho. Era 100% de certeza.
Uau!! Mais um menino! Eu sei cuidar de meninos, isso eu tenho certeza!!! Vamoquevamo!!!
Faltava só escolher o nome, afinal, tínhamos decidido apenas o de menina. Mas isso é assunto pra outro post. Melhor finalizar esse colocando o lindo vídeo do ultrassom. Eu choro sempre que vejo. É muita emoção ver o nosso filho!!!
7 semanas - Ultrassom transvaginal
Entre a descoberta da gravidez e o primeiro ultrassom, fomos viajar para Las Lenas. Tudo correu maravilhosamente bem, porque é uma fase que muitas das mulheres sequer saber que estão grávidas, afinal, a taxa hormonal ainda é tão baixa que mal sentimos sintomas. Os enjoos começaram uma semana depois do nosso retorno, diga-se de passagem, e vieram com tudo. O lavabo da casa da mãe que diga, pois, quase todo o dia, eu batia ponto ali assim que finalizava o almoço. Mas eu não reclamo!! De jeito nenhum. O que importa é estar grávida. O resto é o resto.
Na sétima semana eu fui fazer o exame que, até hoje, mais medo já senti em toda a minha vida. Não pelo exame em si, afinal, eu e o aparelho que eles inserem lá dentro da vagina já estávamos íntimos, pois tivemos três encontros mensais em todos os últimos 9 meses. O medo era do que eu poderia descobrir, já que, ultimamente, tantas amigas receberam notícias desagradáveis ao realizar esse exame. Caso tivesse um aborto retido, aquela era a hora de ficar sabendo.
Claro, o início do exame foi tenso, mas, em poucos segundos, tava ali o que eu mais esperava ver na vida!! O meu feijãozinho, ou, como disse o Gabriel, a gotinha d'água, pulsava perfeitinha, exatamente como devia estar.
Alívio geral que se traduziu em lágrimas, muitas delas, como não poderia deixar de ser.
E uma pequena surpresinha no final... Além da gotinha d'água e de todo o seu invólucro, havia outro saquinho gestacional, mas que não tinha se desenvolvido. Era pra ser outro bebezinho, mas que, por alguma razão desconhecida, não se desenvolveu. E isso é mais comum do que a gente imagina! Provavelmente, era um irmão gêmeo idêntico, já que não se encontrou nenhum corpo lúteo no ovário direito e no esquerdo a imagem estava péssima, mas tudo levava a crer que, realmente, que ele tinha liberado apenas um óvulo.
Bem... A natureza é sábia e eu acho que não nasci pra ser mãe de gêmeos mesmo. Até nasci pra ser mãe de muitos, mas um de cada vez!
Na sétima semana eu fui fazer o exame que, até hoje, mais medo já senti em toda a minha vida. Não pelo exame em si, afinal, eu e o aparelho que eles inserem lá dentro da vagina já estávamos íntimos, pois tivemos três encontros mensais em todos os últimos 9 meses. O medo era do que eu poderia descobrir, já que, ultimamente, tantas amigas receberam notícias desagradáveis ao realizar esse exame. Caso tivesse um aborto retido, aquela era a hora de ficar sabendo.
Claro, o início do exame foi tenso, mas, em poucos segundos, tava ali o que eu mais esperava ver na vida!! O meu feijãozinho, ou, como disse o Gabriel, a gotinha d'água, pulsava perfeitinha, exatamente como devia estar.
Alívio geral que se traduziu em lágrimas, muitas delas, como não poderia deixar de ser.
E uma pequena surpresinha no final... Além da gotinha d'água e de todo o seu invólucro, havia outro saquinho gestacional, mas que não tinha se desenvolvido. Era pra ser outro bebezinho, mas que, por alguma razão desconhecida, não se desenvolveu. E isso é mais comum do que a gente imagina! Provavelmente, era um irmão gêmeo idêntico, já que não se encontrou nenhum corpo lúteo no ovário direito e no esquerdo a imagem estava péssima, mas tudo levava a crer que, realmente, que ele tinha liberado apenas um óvulo.
Bem... A natureza é sábia e eu acho que não nasci pra ser mãe de gêmeos mesmo. Até nasci pra ser mãe de muitos, mas um de cada vez!
+++ É positivo! +++
Dia 20 de julho de 2011
Acordei cedo, ansiosa, como sempre acontecia no 28º dia do meu ciclo, famoso dia de fazer xixi no palito. Mas estava cansada de ver resultados negativos, afinal, 9 meses tinham passado sem que eu enxergasse dois risquinhos naquele maldito Clear Blue. O Gui ainda não tinha saído de casa e, como de costume, eu preferia fazer secretamente o exame, apenas eu, o copo de xixi e o maldito palito. Claro que, Lei de Murphy completa e absoluta, eu acordei morrendo de vontade ir ao banheiro e tive de aguentar, quietinha e deitada na cama, até que o Gui me desse tchau e partisse pro trabalho.
Corri pro banheiro, abri o armário, peguei o potinho e pude, literalmente, me aliviar. Em seguida, larguei o palito ali dentro, contei os segundos conforme manda o manual e fiquei quieta, parada, observando o exame trabalhando sozinho, sem a menor das esperanças, ou melhor, com a menor, mas a menorzinha mesmo, porque uma mulher querendo engravidar, ainda que não tenha relações durante um ciclo, consegue acreditar que vai engravidar. No meu caso, eu tinha o laudo do ultrassom de controle de ovulação descrevendo um ciclo anovulatório, mas a experiência da minha médica me mandando descartar o exame e não deisitir.
A urina começou a subir, marcou o primeiro traço, e eu ali, estática, observando, praticamente sem piscar, podendo narrar o que aconteceria a seguir, afinal, esse devia ser aproximadamente o 15º exame que eu fazia. A linha iria formar, o líquido iria chegar lá no fim e nada mais aconteceria pelos próximos 10 minutos, quando eu finalmente aceitaria a situação e jogaria a porcaria no lixo.
Porém, dessa vez não foi exatamente assim que aconteceu. A primeira linha formou forte como sempre, é verdade, mas, em seguida, pertinho dela, surgiu uma segunda bem fraquinha e tímida, como quem tem medo de aparecer.
Eu sou formada em testes de gravidez! Sei tudo sobre eles. Eu tô careca de saber que duas linhas, independente de serem fortes ou fracas, se forem grossinhas iguais significa que o teste é positivo, mas tinha que acontecer logo no meu?!
Eu custava a acreditar no que estava enxergando. Eu olhava pro teste e me olhava no espelho repetidas vezes. Comecei a chorar feito criança, fazendo careta, tendendo a acreditar que finalmente a minha hora tinha chegado. Mas e o medo?!
Chorei, chorei, chorei. Saí do banheiro pulando, dei voltas pela sala, voltei pra observar novamente o teste e ver se a linha continuava lá. Foram poucas as vezes que eu me vi tão eufórica!!
Na dúvida, melhor mostrar pra uma amiga. Catei o iPhone, fotografei mil vezes o palito até que achasse que alguma estava reproduzindo fielmente o que eu via a olhos nus e mandei pra Lívia. Tinha que ser ela!! E justamente no dia do amigo... Esperei a resposta.... É positivo! Mas será?!
Então, fui pra internet atrás da pessoa que eu conheço que mais entende do assunto. E não é que a Fernanda tava online?! Muita coincidência!!! Mandei a foto e veio novo veredito: mais positivo do que todos os que eu já fiz.
Aí, aguenta coração!!! Eu não podia mais esperar um segundo sequer, então, tentei abafar a euforia, acordei o Gabriel, expliquei que eu achava que o bebê já tava na barriga da mamãe e disse que, pra ter certeza, precisaria ir no laboratório tirar um pouquinho do meu sangue e ele precisaria ir junto. Ele adorou a ideia! E lá fomos eu e ele, super companheiros!!!
O resultado do exame estava previsto pras 18h, mas, ansiosa que sou, decidi acessar o site às 14h para verificar. Lá estava o meu arquivo, prontinho para ser visualizado. Desespero total!!! Trauma desse maldito exame, inclusive! Eu nunca na vida peguei um beta-HCG positivo. Nunquinha! Nem na gravidez do Gabriel, pois descobri direto pelo ultrassom.
O arquivo carregou e lá estava meu positivo, lindo e forte. Emoção total. Não tinha mais o que duvidar. Chegou a minha vez!!! Contei pra mãe, contei pro Gui, espalhei no facebook.
O segundo dia mais feliz da minha vida havia chegado!!! Finalmente!!!
Daqui a uns meses, ele vai virar o terceiro dia mais feliz da minha vida, pois o segundo já está reservado. A grávida entra mulher e sai mãe ao ter o primeiro filho. E isso é único e mágico. É inexplicável e incomparável. Eu entrarei mãe, dessa vez, mas sairei duplamente mãe, com o coração dobrado de tamanho. Nada pode ser maior!!!
Acordei cedo, ansiosa, como sempre acontecia no 28º dia do meu ciclo, famoso dia de fazer xixi no palito. Mas estava cansada de ver resultados negativos, afinal, 9 meses tinham passado sem que eu enxergasse dois risquinhos naquele maldito Clear Blue. O Gui ainda não tinha saído de casa e, como de costume, eu preferia fazer secretamente o exame, apenas eu, o copo de xixi e o maldito palito. Claro que, Lei de Murphy completa e absoluta, eu acordei morrendo de vontade ir ao banheiro e tive de aguentar, quietinha e deitada na cama, até que o Gui me desse tchau e partisse pro trabalho.
Corri pro banheiro, abri o armário, peguei o potinho e pude, literalmente, me aliviar. Em seguida, larguei o palito ali dentro, contei os segundos conforme manda o manual e fiquei quieta, parada, observando o exame trabalhando sozinho, sem a menor das esperanças, ou melhor, com a menor, mas a menorzinha mesmo, porque uma mulher querendo engravidar, ainda que não tenha relações durante um ciclo, consegue acreditar que vai engravidar. No meu caso, eu tinha o laudo do ultrassom de controle de ovulação descrevendo um ciclo anovulatório, mas a experiência da minha médica me mandando descartar o exame e não deisitir.
A urina começou a subir, marcou o primeiro traço, e eu ali, estática, observando, praticamente sem piscar, podendo narrar o que aconteceria a seguir, afinal, esse devia ser aproximadamente o 15º exame que eu fazia. A linha iria formar, o líquido iria chegar lá no fim e nada mais aconteceria pelos próximos 10 minutos, quando eu finalmente aceitaria a situação e jogaria a porcaria no lixo.
Porém, dessa vez não foi exatamente assim que aconteceu. A primeira linha formou forte como sempre, é verdade, mas, em seguida, pertinho dela, surgiu uma segunda bem fraquinha e tímida, como quem tem medo de aparecer.
Eu sou formada em testes de gravidez! Sei tudo sobre eles. Eu tô careca de saber que duas linhas, independente de serem fortes ou fracas, se forem grossinhas iguais significa que o teste é positivo, mas tinha que acontecer logo no meu?!
Eu custava a acreditar no que estava enxergando. Eu olhava pro teste e me olhava no espelho repetidas vezes. Comecei a chorar feito criança, fazendo careta, tendendo a acreditar que finalmente a minha hora tinha chegado. Mas e o medo?!
Chorei, chorei, chorei. Saí do banheiro pulando, dei voltas pela sala, voltei pra observar novamente o teste e ver se a linha continuava lá. Foram poucas as vezes que eu me vi tão eufórica!!
Na dúvida, melhor mostrar pra uma amiga. Catei o iPhone, fotografei mil vezes o palito até que achasse que alguma estava reproduzindo fielmente o que eu via a olhos nus e mandei pra Lívia. Tinha que ser ela!! E justamente no dia do amigo... Esperei a resposta.... É positivo! Mas será?!
Então, fui pra internet atrás da pessoa que eu conheço que mais entende do assunto. E não é que a Fernanda tava online?! Muita coincidência!!! Mandei a foto e veio novo veredito: mais positivo do que todos os que eu já fiz.
Aí, aguenta coração!!! Eu não podia mais esperar um segundo sequer, então, tentei abafar a euforia, acordei o Gabriel, expliquei que eu achava que o bebê já tava na barriga da mamãe e disse que, pra ter certeza, precisaria ir no laboratório tirar um pouquinho do meu sangue e ele precisaria ir junto. Ele adorou a ideia! E lá fomos eu e ele, super companheiros!!!
O resultado do exame estava previsto pras 18h, mas, ansiosa que sou, decidi acessar o site às 14h para verificar. Lá estava o meu arquivo, prontinho para ser visualizado. Desespero total!!! Trauma desse maldito exame, inclusive! Eu nunca na vida peguei um beta-HCG positivo. Nunquinha! Nem na gravidez do Gabriel, pois descobri direto pelo ultrassom.
O arquivo carregou e lá estava meu positivo, lindo e forte. Emoção total. Não tinha mais o que duvidar. Chegou a minha vez!!! Contei pra mãe, contei pro Gui, espalhei no facebook.
O segundo dia mais feliz da minha vida havia chegado!!! Finalmente!!!
Daqui a uns meses, ele vai virar o terceiro dia mais feliz da minha vida, pois o segundo já está reservado. A grávida entra mulher e sai mãe ao ter o primeiro filho. E isso é único e mágico. É inexplicável e incomparável. Eu entrarei mãe, dessa vez, mas sairei duplamente mãe, com o coração dobrado de tamanho. Nada pode ser maior!!!
Casa nova pra barriga nova!
Ontem a Lívia me convenceu a escrever um blog pro Pedro para deixar registrado, como recordação, todos os momentos importantes dessa gravidez. Então, eis aqui a minha nova casa. Espero que, aos pouquinhos, eu consiga dar uns toques pessoais e deixá-la bem aconchegante, tanto quanto está a minha barriga, atualmente, para esse bebezinho!
Assim, sejam bem-vindos. A barriga é do Pedro, mas a casa é nossa!!!
Assim, sejam bem-vindos. A barriga é do Pedro, mas a casa é nossa!!!
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