Lilypie Maternity tickers

sábado, outubro 29, 2011

18 semanas e 3 dias - Hello, Dad!

Hoje pela manhã, ainda deitada, senti o Pedro mexendo forte lá dentro da barriga. O Gui mal tinha acordado, estava de olhos fechados, curtindo aquela preguicinha básica de sábado. Peguei a sua mão e coloquei na minha barriga, na esperança que a Lei de Murphy não se cumprisse e que aquela super mexida não fosse o Pedro se ajeitando para dormir no quentinho da barriga.

 Foi um dia de sorte, pode-se dizer. Ele mexeu de novo!! Em seguida, fiz a fatídica pergunta "sentiu?" sem saber sequer se o Gui estaria realmente acordado e teria me ouvido. Senti, ele me respondeu.

Hoje foi, portanto, o primeiro dia que alguém percebeu o Pedro além de mim. E foi o pai dele. Perfeito!

quarta-feira, outubro 26, 2011

17 semanas - Ecografia obstétrica pra dar um "oizinho"

Cada dia que passa, sinto mais forte as mexidinhas do Pedro, a ponto de já perceber mesmo em pé e quando não estou pensando exatamente nisso. Claro que, por enquanto, é impossível sentir o chute propriamente dito, mas dá pra perceber bem quando ele se vira. E constatei que realmente é ele que sinto nessa semana, quando fui fazer um ultrassom que, por não ser daqueles recomendados pela médica, eu falo que é somente para dar um oizinho, afinal, não dá pra ficar mais de um mês sem dar uma espiadinha lá dentro da barriga!

Estava eu na sala escura, deitada, com aquela gosma gelada na barriga, quando a Dra. congelou a imagem para medir o polo cefálico do menino. Nesse instante, eu senti e comentei que ele havia virado. Quando ela voltou a imagem pro tempo real, lá estava ele, totalmente de cabeça pra baixo. Ufa!!! Eu ainda sei distinguir gases do meu próprio filho!!! Alívio!!!

O momento doçura desse exame foi, sem dúvida, o pezinho do Pedro. O menininho ficou um tempão de perninhas cruzadas nos mostrando aquele pezinho perfeito. Muito, muito fofo!! Pena a qualidade da  imagem não ser tão boa quanto a do exame anterior, mas paciência! Ainda assim, foi possível confirmar o 100% de certeza que o Dr. havia nos passado. É mesmo o Pedro que está aqui dentro, ele e o seu big sacão que, como todo o homem, não tem o menor pudor de abrir as pernas e escancarar.

16 semanas - Tem um ser que se mexe dentro de mim

Nessa semana eu comecei a sentir um algo mais dentro da minha barriga que não aquelas fatídicas bolhas de gases. Essas se fazem presentes desde o início da gestação, não tem jeito, mas tem motivo! É que a digestão fica mais lenta nessa fase para que o corpo possa absorver muito bem todos os nutrientes dos alimentos, afinal, não comemos por dois, mas quase isso.

Com certeza é o Pedro se mexendo lá dentro, mas ainda é tudo muito sutil. Só percebo quando estou deitada e concentrada. E não tem a menor chance de outra pessoa conseguir sentir. Mas certamente é ele! Eu sei diferenciar bem!!!

Nos últimos dias, já tenho acordado com aquele carocinho torto na barriga, principalmente quando estou com muita vontade fazer xixi. Adoro saber que exatamente naquele pedaço do meu corpo se desenvolve o nosso bebezinho. Acho lindo!!! Eu andei comentando com a mãe, que fez pouco caso, pois, como eu descobria a gravidez muito no início, ela e as demais pessoas tendem a achar que eu ainda estou lá no comecinho, e nem se dão conta que já se vai quase metade do segundo trimestre. Por isso, dia desses, decidi fotografar pra comprovar. Aí sim parece que caiu a ficha do povo!!!

Meu filho vai ter nome de santo...

Eu, como toda a grávida, gosto de fazer listinhas de nomes de bebês, tanto para meninos, quanto para meninas. E o Gui, como quase todo o marido de grávida, muito pouco palpita. Ele não é lá muito empolgado com essa coisa de escolha de nomes, aliás, ele não é lá muito empolgado com quase nada da gravidez. Talvez só com o fato dos peitos crescerem bastante nessa época, diga-se de passagem. Mas é o jeito dele! Eu sei que lá no fundo ele se sente orgulhoso e feliz por ser pai de novo e sei, também, com provas e fatos concretos, que ele é um baita paizão. E eu praticamente me empolgo por nós dois!!!

Enfim, a nossa lista, dessa vez, não crescia muito. A de menina até que estava gordinha com essas opções:
* Carolina
* Júlia
* Alice
* Ana Júlia

Já a de menino era curtinha, curtinha, com apenas um nome - Felipe, que, para mim, era o único nome masculino que restava que eu sentia aquela empatia ao pronunciar. Tinham vários outros que eu achava bonitinhos e fofinhos, mas era somente Felipe que eu sentia que poderia chamar de filho.

No domingo anterior ao exame de ultrassom das 12 semanas, o Gabriel, ao acordar, antes mesmo de dar bom-dia, me contou que havia tido um sonho lindo e passou a me narrar nos mínimos detalhes o que se lembrava. Se passava lá no Clube e ele era muito amigo de uma menina chamada Alice. Eles nunca brigavam e eram muito amigos. E ele acordou apaixonado por essa menina! Ele perguntava se os sonhos bons aconteciam, porque ele queria conhecer ela.

Com essa historinha fofa demais, ele poupou nosso trabalho. A partir desse momento, o nome de menina estava decidido. Seria Alice! Lindo, delicado, escolhido pelo irmão e já com história para contar. Não faltava nenhum requisito.

Por causa disso, quando contamos para o Gabriel, depois do exame, que ele teria um irmãozinho, e não a Alice, foram segundos de tristezinha para ele, mas que não durou muito. Apenas o tempo de explicar que um irmão gostaria dos mesmos jogos que ele no vídeo-game, enquanto que uma irmã iria gastar o tempo dela fazendo jogos da Barbie. Problema resolvido! Ter um irmão era uma boa ideia, mas que depois tentássemos fazer uma menininha, ele deixou bem claro!

Mas o que interessa aqui é saber o nome do menino, então vamos aos fatos!!! O Gui tinha vetado a minha única opção, Felipe, sem justificar o motivo, então, por uns dias, eu ainda insisti que ele deixasse que o nosso bebê, caso fosse menino, se chamasse assim, até que num momento, no carro, ele resolveu contar que esse nome não trazia boas recordações para ele por uns problemas de infância que teve com um menino chamado assim. Ok, motivo mais do que justificado. Nome vetado!

E qual seria a segunda opção? Ela simplesmente não existia!!! Resolvi, então, que a decisão se basearia no lado afetivo. Se o mais bonito não poderia justamente por trazer más recordações, então que fosse algum outro também belo, mas que nos trouxesse boas lembranças. E que lembranças melhores eu poderia ter de um homem que não fosse o meu pai?! Talvez o meu Bisavô, mas Celestino estava fora de cogitação!!! E Pedro... Pedro é lindo! E Pedro é o meu pai, exemplo de homem para a gente. Pedro é forte, Pedro é pedra,  uma rocha.

Sugeri, o Gui aceitou e nome escolhido. Quando o Dr. falou que era um menino, não tínhamos mais dúvidas, era o Pedro que estava a caminho. Ah, mas ainda faltava uma historinha... Aquela da Alice era tão fofa!!!

Foi quando ainda estávamos no carro, indo pra casa, que o celular tocou. Era a mãe, com a história que faltava! Dá pra acreditar?!

O fato é que, quando o Gabriel era bebê, naquela fase que eles dão gargalhadas deliciosas, descobrimos que ele tinha adoração por esse nome - Pedro. A gente testava com vários outros, mas não adiantava, era só com Pedro que ele se rasgava rindo. Tem até um vídeo coisa mais linda desse mundo disso, da Isa falando Pedro para ele, e ele retribuindo com a gargalhada mais gostosa que existe.

Será que ele já sabia que um dia o Pedro seria o seu melhor amigo?! Mistééééério!!!

12 semanas - Rastreamento múltiplo - É meninooooo!!!

As 12 semanas de gravidez são super esperadas para toda a gestante, porque é quando o beta-HCG começa a reduzir e, consigo, leva embora os sintomas desagradáveis do início da gestação, mas principalmente porque é o momento de fazer um dos exames mais emocionantes que existem, para mim, não tanto pela sua importância médica, mas por ser a primeira vez que a gente realmente enxerga um bebezinho ali dentro, com cabeça, corpo e membros, que já se mexe e vive ali. É lindo!!!

Eu, conhecendo a experiência e a fama do médico que realizaria o meu exame, resolvi agendar mais pro final dessa semana, na esperança que ele conseguisse dar um palpite quanto ao sexo do, até então, gotinha d'água. Decisão acertada essa minha!

As coisas são mesmo esquisitas, sabem?! Desde o início do exame, o Dr. comentou que só tinha boas notícias, e várias delas, mas eu estava tão encantada com as imagens que via, que nem atinava que ele já sabia se aquele bebezinho era menino ou menina!!! Foi só no finalzinho, quando o exame já estava praticamente finalizado, que partiu dele nos perguntar se gostaríamos de saber o sexo. Queríamos, óbvio!!! Como poderíamos não querer?!

Então, ele voltou lá nos países baixos da Gotinha, que continuava de perninhas abertas. Congelou a imagem e fez um suspense básico. Eu, metida a entendida, comentei que estava achando o tracinho mais horizontal (sinal de ser menina), mas, na mesma hora, ele disse que não era nada! Tratava-se de um meninão!!! E não tinha nada de palpite nisso. Ele já estava enxergando o saco do meu filho. Era 100% de certeza.

Uau!! Mais um menino! Eu sei cuidar de meninos, isso eu tenho certeza!!! Vamoquevamo!!!

Faltava só escolher o nome, afinal, tínhamos decidido apenas o de menina. Mas isso é assunto pra outro post. Melhor finalizar esse colocando o lindo vídeo do ultrassom. Eu choro sempre que vejo. É muita emoção ver o nosso filho!!!

7 semanas - Ultrassom transvaginal

Entre a descoberta da gravidez e o primeiro ultrassom, fomos viajar para Las Lenas. Tudo correu maravilhosamente bem, porque é uma fase que muitas das mulheres sequer saber que estão grávidas, afinal, a taxa hormonal ainda é tão baixa que mal sentimos sintomas. Os enjoos começaram uma semana depois do nosso retorno, diga-se de passagem, e vieram com tudo. O lavabo da casa da mãe que diga, pois, quase todo o dia, eu batia ponto ali assim que finalizava o almoço. Mas eu não reclamo!! De jeito nenhum. O que importa é estar grávida. O resto é o resto.

Na sétima semana eu fui fazer o exame que, até hoje, mais medo já senti em toda a minha vida. Não pelo exame em si, afinal, eu e o aparelho que eles inserem lá dentro da vagina já estávamos íntimos, pois tivemos três encontros mensais em todos os últimos 9 meses. O medo era do que eu poderia descobrir, já que, ultimamente, tantas amigas receberam notícias desagradáveis ao realizar esse exame. Caso tivesse um aborto retido, aquela era a hora de ficar sabendo.

Claro, o início do exame foi tenso, mas, em poucos segundos, tava ali o que eu mais esperava ver na vida!! O meu feijãozinho, ou, como disse o Gabriel, a gotinha d'água, pulsava perfeitinha, exatamente como devia estar.

Alívio geral que se traduziu em lágrimas, muitas delas, como não poderia deixar de ser.

E uma pequena surpresinha no final... Além da gotinha d'água e de todo o seu invólucro, havia outro saquinho gestacional, mas que não tinha se desenvolvido. Era pra ser outro bebezinho, mas que, por alguma razão desconhecida, não se desenvolveu. E isso é mais comum do que a gente imagina! Provavelmente, era um irmão gêmeo idêntico, já que não se encontrou nenhum corpo lúteo no ovário direito e no esquerdo a imagem estava péssima, mas tudo levava a crer que, realmente, que ele tinha liberado apenas um óvulo.

Bem... A natureza é sábia e eu acho que não nasci pra ser mãe de gêmeos mesmo. Até nasci pra ser mãe de muitos, mas um de cada vez!

+++ É positivo! +++

Dia 20 de julho de 2011
Acordei cedo, ansiosa, como sempre acontecia no 28º dia do meu ciclo, famoso dia de fazer xixi no palito. Mas estava cansada de ver resultados negativos, afinal, 9 meses tinham passado sem que eu enxergasse dois risquinhos naquele maldito Clear Blue. O Gui ainda não tinha saído de casa e, como de costume, eu preferia fazer secretamente o exame, apenas eu, o copo de xixi e o maldito palito. Claro que, Lei de Murphy completa e absoluta, eu acordei morrendo de vontade ir ao banheiro e tive de aguentar, quietinha e deitada na cama, até que o Gui me desse tchau e partisse pro trabalho.
Corri pro banheiro, abri o armário, peguei o potinho e pude, literalmente, me aliviar. Em seguida, larguei o palito ali dentro, contei os segundos conforme manda o manual e fiquei quieta, parada, observando o exame trabalhando sozinho, sem a menor das esperanças, ou melhor, com a menor, mas a menorzinha mesmo, porque uma mulher querendo engravidar, ainda que não tenha relações durante um ciclo, consegue acreditar que vai engravidar. No meu caso, eu tinha o laudo do ultrassom de controle de ovulação descrevendo um ciclo anovulatório, mas a experiência da minha médica me mandando descartar o exame e não deisitir.
A urina começou a subir, marcou o primeiro traço, e eu ali, estática, observando, praticamente sem piscar, podendo narrar o que aconteceria a seguir, afinal, esse devia ser aproximadamente o 15º exame que eu fazia. A linha iria formar, o líquido iria chegar lá no fim e nada mais aconteceria pelos próximos 10 minutos, quando eu finalmente aceitaria a situação e jogaria a porcaria no lixo.
Porém, dessa vez não foi exatamente assim que aconteceu. A primeira linha formou forte como sempre, é verdade, mas, em seguida, pertinho dela, surgiu uma segunda bem fraquinha e tímida, como quem tem medo de aparecer.
Eu sou formada em testes de gravidez! Sei tudo sobre eles. Eu tô careca de saber que duas linhas, independente de serem fortes ou fracas, se forem grossinhas iguais significa que o teste é positivo, mas tinha que acontecer logo no meu?!
Eu custava a acreditar no que estava enxergando. Eu olhava pro teste e me olhava no espelho repetidas vezes. Comecei a chorar feito criança, fazendo careta, tendendo a acreditar que finalmente a minha hora tinha chegado. Mas e o medo?!
Chorei, chorei, chorei. Saí do banheiro pulando, dei voltas pela sala, voltei pra observar novamente o teste e ver se a linha continuava lá. Foram poucas as vezes que eu me vi tão eufórica!!
Na dúvida, melhor mostrar pra uma amiga. Catei o iPhone, fotografei mil vezes o palito até que achasse que alguma estava reproduzindo fielmente o que eu via a olhos nus e mandei pra Lívia. Tinha que ser ela!! E justamente no dia do amigo... Esperei a resposta.... É positivo! Mas será?!
Então, fui pra internet atrás da pessoa que eu conheço que mais entende do assunto. E não é que a Fernanda tava online?! Muita coincidência!!! Mandei a foto e veio novo veredito: mais positivo do que todos os que eu já fiz.
Aí, aguenta coração!!! Eu não podia mais esperar um segundo sequer, então, tentei abafar a euforia, acordei o Gabriel, expliquei que eu achava que o bebê já tava na barriga da mamãe e disse que, pra ter certeza, precisaria ir no laboratório tirar um pouquinho do meu sangue e ele precisaria ir junto. Ele adorou a ideia! E lá fomos eu e ele, super companheiros!!!
O resultado do exame estava previsto pras 18h, mas,  ansiosa que sou, decidi acessar o site às 14h para verificar. Lá estava o meu arquivo, prontinho para ser visualizado. Desespero total!!! Trauma desse maldito exame, inclusive! Eu nunca na vida peguei um beta-HCG positivo. Nunquinha! Nem na gravidez do Gabriel, pois descobri direto pelo ultrassom.
O arquivo carregou e lá estava meu positivo, lindo e forte. Emoção total. Não tinha mais o que duvidar. Chegou a minha vez!!! Contei pra mãe, contei pro Gui, espalhei no facebook.
O segundo dia mais feliz da minha vida havia chegado!!! Finalmente!!!
Daqui a uns meses, ele vai virar o terceiro dia mais feliz da minha vida, pois o segundo já está reservado. A grávida entra mulher e sai mãe ao ter o primeiro filho. E isso é único e mágico. É inexplicável e incomparável. Eu entrarei mãe, dessa vez, mas sairei duplamente mãe, com o coração dobrado de tamanho. Nada pode ser maior!!!